domingo, 4 de maio de 2014

Motor e sistema de exaustão

A continuação da montagem envolveu o motor, que foi relativamente simples de montar. A única coisa a prestar atenção foi o alinhamento dos coletores de escapamento.
A figura abaixo mostra o motor, ainda sem a aplicação dos decais. É interessante notar como a unidade do motor é integrada com a caixa de câmbio e às suspensões. Eles formam um conjunto bastante compacto.
É interessante também discutirmos a necessidade dos coletores de escape, que são indicados na figura.


Por que eles tem que ter todas estas curvas? Bem, este aspecto é muito sofisticado do ponto de vista da Engenharia. O motor do carro trabalha com explosões da mistura ar-combustível, que ocorre em componentes chamados cilindros. O motor Peugeot do Jordan 197 tinha uma configuração de 10 cilindros em V, como mandava o regulamento da fórmula 1 na época. A energia liberada pela explosão move os componentes do motor chamados pistões. Uma vez tendo ocorrido a explosão dentro de cada cilindro, a mistura queimada precisa ser expulsa do mesmo, para que outra quantidade de mistura seja admitida e, em seguida, queimada. A exaustão dos gases queimados ocorre então em ciclos, obedecendo a sequência das explosões. Se os gases queimados forem direcionados para uma tubulação, estes ciclos geram oscilações de pressão na mesma. Estas oscilações, se forem controladas, acabam ajudando o próprio fluxo dos gases queimados, "puxando" a mistura queimada dos cilindros. Então, o formato alongado e curvado dos coletores de escape é feito para que estas oscilações de pressão otimizem o fluxo dos gases queimados para fora do motor. Para obter isso, é necessário calcular um determinado diâmetro e um determinado comprimento para estas tubulações. Daí o fato deles serem retorcidos, para que todos alcancem este comprimento de projeto, mantendo uma forma compacta.
Abaixo, o motor com a aplicação dos decais e da cera poliflor.


quinta-feira, 1 de maio de 2014

O corte e a pintura

Bom pessoal, eu não sabia disso, mas fiquei sabendo por este kit. Alguns fabricantes colocam algumas opções para você no kit. Às vezes, estas opções não são claras nos manuais, o que foi o caso com este kit.
Bom, acontece que as instruções de montagem e as peças incluem um motor, junto com outras peças mecânicas. Ao procurar referências de montagens do mesmo kit pela internet, notei que o motor deve ser montado normalmente, tendo inclusive decais para serem colados sobre ele. Entretanto, quando montamos a carenagem do carro, simplesmente não há forma de ver mais o motor (!). Muitas pessoas que montaram o carro e colocaram a experiência na internet citavam este fato e se lamentavam por ter montado o motor e não mais poder vê-lo. A figura a seguir é uma parte do manual e ilustra a questão. Clique nas figuras se quiser ver ampliado.

Lembrei então de uma vez que vi em um endereço de internet instruções sobre como cortar (!) partes do kit para obter comportamentos não previstos para o mesmo. O procedimento envolve riscos. Inclusive, de destruir o kit, se não for feito com muito cuidado.
Tomada a decisão, resolvi fazer o procedimento de cortar a carenagem do motor. Assim sendo, após a montagem, poderíamos retirá-la para ver o motor.
O procedimento consistiu em fazer uma pesquisa na internet sobre como era o corte da carenagem no carro original. Achei uma figura na internet, que está abaixo, que dava uma pista.


O modelo possui uma linha que coincide com a linha de corte original. Então, foi uma questão de tomar coragem, e começar a fazer pequenos riscos com o estilete seguindo esta linha (figura abaixo).


É passar o estilete e, a cada passada, uma pequena (muito pequena) parte de material sai. Com muita paciência, sem querer fazer de uma vez e, principalmente, se cortar durante o processo. Eu inclusive acabei fazendo um pequeno corte na mão, que só notei quando vi algumas manchas vermelhas na peça. Assim sendo, extremo cuidado ao tentar algo semelhante! Depois de algumas horas, o resultado é o mostrado na figura a seguir. Recomendo fazer isso não de uma vez, mas fazer um pouco, guardar, continuar depois, sem pressa.

Não dá para ver nas fotos, mas vários riscos que não eram planejados foram feitos perto do corte. Para corrigi-los, usei uma massa específica para modelismo, chamada massa Putty (usei da marca Revell). Você passa a massa, espera secar e depois nivela com uma lixa e a pintura pode ser feita. O início do processo, com a colocação da massa, é mostrado na figura a seguir.


As peças foram então pintadas com as cores planejadas. O resultado está na figura abaixo.

Vamos lá!

domingo, 27 de abril de 2014

Nova montagem: Jordan Peugeot 197 - O Design

Vamos começar a montagem de um novo kit!
A maioria dos carros de corrida não é capaz de deixar grandes lembranças na mente dos fãs com o passar do tempo. Normalmente, apenas aqueles que conseguem grande sucesso alcançam esta condição.
Entretanto, alguns poucos, mesmo sem obter resultados expressivos, deixam a sua marca na história.
As formas do carro são ditadas pela aerodinâmica, mas há uma grande margem para criação livre nas pinturas. Assim sendo, o Design é um dos aspectos que servem para diferenciar, caracterizar os carros e ser o grande canal de comunicação com o público. Neste aspecto, o Jordan 197, que correu durante o ano de 1997, foi muito bem sucedido. Será este carro que montaremos nos próximos dias.
O objetivo deste post é contar um pouco da história deste Design. Tudo começa com o patrocínio conseguido pela equipe Jordan da marca de cigarros Benson & Hedges, em 1996. Como o principal produto da marca tinha a caixa dourada, esta foi a cor escolhida para a pintura dos carros, como mostra a figura a seguir, mostrando o piloto Martin Brundle (clique para ampliar).


Acontece que nas transmissões da televisão, o dourado não parecia tão chamativo e, pior, devido a distorção de cores das TVs, parecia mais chumbo do que dourado. Assim sendo, para o ano seguinte, 1997, a Jordan contratou os serviços do escritório de Design Light and Coley. O novo Design da pintura envolveu a mudança para uma cor muito chamativa, tanto nos circuitos, quanto nas fotos e nas transmissões de TV. Esta cor foi o amarelo.  Inclusive, a cor foi escolhida também levando em consideração que a distorção de cores dos aparelhos a fizessem, durante as transmissões, parecer com o ... dourado.
Um grande elemento de diferenciação, entretanto, foi a inclusão de uma cobra (!) no bico do carro, com a língua para fora e seguindo o contorno do carro. A figura abaixo ilustra do que estamos falando, no carro pilotado pelo piloto Giancarlo Fisichella (clique para ampliar).


De fato, foi uma saída de Design muito boa. O casamento do desenho com a forma do bico do carro é muito adequada. É ou não é fantástica?
O kit que montaremos é da Revell, na escala 1:24. Este kit foi adquirido no Mercado Livre, e veio sem a caixa, pois ela foi molhada durante uma mudança do antigo proprietário. Os decais originais também foram molhados, o que torna este aspecto um desafio adicional para a montagem, já que eles estão se soltando das folhas. Temos um plano para tratar este aspecto. Para compensar, ele me enviou junto com o kit os decais do patrocínio da Benson & Hedges, pois o kit original não vinha com os mesmos, devido à proibição de propaganda de cigarros nos produtos alemães. O kit original vem com os decais da pintura para o GP da Alemanha, sem menção ao patrocinador principal. Se quisermos fazer a pintura reproduzir o original, os decais deveriam ser adquiridos separadamente. A figura a seguir mostra as peças do kit.




Seguiremos a mesma sequência das outras montagens, ou seja, pintura, montagem/aplicação de decais.
Vamos lá! Mais uma montagem começa!

sábado, 22 de março de 2014

Questão Equilíbrio de Corpos Rígidos

Olá Pessoal! Esta é para os estudantes de Mecânica dos Sólidos do IESAM, ou para qualquer estudante ou pessoa com interesse pelo assunto.
Trata-se de uma questão sobre o assunto Equilíbrio de Corpos Rígidos.
Está resolvido de maneira a procurar mostrar todos os detalhes, em especial o equilíbrio de momentos.
Abraços!


quarta-feira, 5 de março de 2014

Montagem do Boeing e do Ônibus Espacial Finalizada!

Bom Pessoal, foi um período de montagem que demorou bastante. Isto de fato faz com que o processo cumpra com o seu papel, ou seja, desestressar um pouco. Este tipo de atividade permite que façamos um trabalho manual que não está ligado diretamente ao trabalho.
Ao pesquisar sobre o que estamos modelando, também aprendemos muitos detalhes técnicos interessantes, que procurei compartilhar com vocês durante o processo.
Junto com à dedicação à família, é uma ótima pedida para os fins de semana. Não posso dizer que foi uma jornada livre de estresses. Eles aconteceram sim, aqui e ali. Entretanto, o objetivo é não os termos durante o processo, mas sim se divertir. Posso dizer que, em grande parte, os objetivos foram cumpridos!
Aproveito para agradecer à Ana pelo apoio e paciência que ela tem, e muito, em todos estes processos.
É isso aí. Esta já está em seu lugar na estante. O próximo projeto vai começar no final de semana.
A miniatura tem os seus pontos que poderiam ter sido melhores. Principalmente, considerando que eu não sou um montador experiente e me falta ainda paciência para alguns detalhes ainda. Acho que é impossível ficar totalmente satisfeito. Mas digo que eu fiquei muito feliz com o resultado!
A figura a seguir mostra mais uma vista depois da aplicação dos decais. Clique para ampliar.
 Primeira vista do modelo finalizado, com o ônibus espacial em seu lugar no avião. Clique para ampliar.
 Outra vista, de cima. O modelo parece grande em relação à cadeira, mas é apenas uma ilusão de ótica causada pela perspectiva. Clique para ampliar.
Esta última foto foi inspirada nesta que está a seguir, que eu baixei da internet. Note que o conjunto real tem mais detalhes do que a miniatura. Considerando a sua escala, tendo comprimento aproximado de 24,6 cm, em minha opinião, ela é muito boa. Clique para ampliar.
Outra vista. Clique para ampliar.
E finalmente, uma outra foto, mostrando de um ângulo diferente. Clique para ampliar.
É isso aí Pessoal.
Abraços.

Decais

De fato, conforme colocado no último post, o uso da cera líquida tem um efeito muito interessante na hora de colocar os decais.
Este tipo de decal usado em modelismo é o chamado water slide. Ele não é um adesivo com uma folha que protege a parte adesiva. Ele é formado por um filme plástico com uma folha fina de papel plastificado por trás. Entre as duas, uma camada de cola. Ao molhar os decais, a cola amolece e pode-se deslizá-los para fora do papel plastificado, com muito cuidado, para a superfície do modelo.
O processo básico se inicia cortando a folha de decais, cada decal de uma vez. Deixa-se o decal mergulhado em água por cerca de 20 segundos. Em seguida, posiciona-se o decal sobre o modelo, deslizando-o de sua folha plastificada sobre o modelo. Ao meu ver, esta é a parte mais crítica da montagem. Os decais são muito frágeis. Se for cometido algum erro aqui, é difícil de corrigir. A não ser com outra folha de decais (tem muita gente que consegue reproduzir os decais, com um procedimento e material específicos. Espero que, no futuro, eu também consiga fazer isso, para tornar menos arriscada esta fase).
Uma das boas notícias com o uso da cera líquida incolor: acontece que se, antes de aplicar o decal, você molha a superfície com cera, você pode deslocar o decal sobre a mesma, para colocá-lo na posição exata.
Este aspecto se mostrou importantíssimo para colocar os decais em sua posição correta. Em especial, os decais longos das laterais do avião. Ainda assim, deve-se agir rápido, para que a cera não seque antes que eles estejam na posição desejada. Não ficou perfeito, mas eu fiz o possível para eles ficarem na posição, de acordo com os manuais.
Os grandes decais azuis da lateral do avião foram cortados em três partes aproximadamente iguais e colocados um por um.
Deixei para fazer tudo no final, após a montagem. Com isso, não se corre o risco de danificá-los durante a manipulação para a colagem. Em retrospecto, entretanto, acredito que poderia ter sido melhor colocar estes das laterais antes de colar as duas metades da fuselagem. Fica para a próxima.
A figura a seguir mostra um detalhe dos decais na lateral do ônibus espacial. É possível notar a qualidade dos mesmos, que é muito boa. O tamanho do nome Columbia tem aproximadamente cinco milímetros de comprimento. A figura que vem depois mostra os decais do corpo do avião. Clique nelas para ampliar.




Agora, só falta a última camada de cera para finalizar. As fotos finais da montagem ficam para outro post.

segunda-feira, 3 de março de 2014

Cera como verniz

Bom, uma vez o modelo tendo sido pintado e montado, é o momento da aplicação dos decais. Entretanto, para que esta etapa tenha sucesso, é fundamental que seja passada uma camada de verniz no modelo. Este verniz serve para proteger a pintura do ambiente, e também fazer a superfície pintada ficar lisa para a aplicação adequada dos decais. Após a aplicação dos decais, deve-se aplicar mais uma camada de verniz para protegê-los.
Eu comprei um verniz da Acrilex para este fim. Entretanto, não me senti muito à vontade com o seu uso. Não consegui encontrar um ponto adequado de diluição. Além do mais, ele seca muito rápido.
Pesquisando pela internet, consegui uma informação que se mostrou valiosa. Alguns modelistas diziam usar uma cera chamada Brilho Fácil, em sua versão líquida e incolor. Eles relatavam que ela podia ser usada como verniz e, o que me chamou mais a atenção, até mesmo ser usada como facilitador para a colocação dos decais, servido como amolecedor para os mesmos.
Eu então procurei em alguns supermercados a tal da cera Brilho Fácil. Encontrei, mas não a versão incolor. Então, resolvi fazer um teste com a cera Poliflor, da qual encontrei uma versão incolor, que é mostrada abaixo. Ao comparar a composição química da cera Poliflor, incolor, e da Brilho Fácil, não incolor, notei que não era a mesma, mas tinha muitos elementos em comum. Resolvi então testar.


A cera não é exatamente incolor quando você a deposita em um recipiente, possuindo uma tonalidade esbranquiçada. Entretanto, notei que a Brilho Fácil também tinha a mesma tonalidade, por fotos achadas na internet.
Apliquei primeiramente uma primeira camada com pincel. O resultado foi muito bom. Apliquei então uma camada mais generosa, tanto no no avião quanto no ônibus espacial. O resultado é mostrado na figura a seguir. Os modelos adquiriam um brilho muito bonito, sem ser exagerado e, além disso ficaram exalando um cheirinho muito bom!


Uma observação. Primeiramente eu usei o pincel, mas dá muito trabalho para limpar depois. Das outras vezes, usei cotonetes, com ótimos resultados. Depois eu conto como ela é com relação aos decais.

domingo, 2 de março de 2014

Trem de Pouso e Turbinas

A montagem do trem de pouso foi um ponto delicado do modelo. As peças eram muito pequenas. Entretanto, foi possível fazer a montagem, não sem antes passar por um sufoco. Explico: primeiramente, montei cada grupo isoladamente, como mostrado na figura a seguir; depois, colei os mesmos na fuselagem, um grupo na seção central do avião e outro na parte frontal. Acontece que os da seção central eu acabei montando errado, colocando os que eram mais para frente atrás. Neste momento, usar uma cola própria para modelismo fez toda a diferença, pois ela demora um pouco para secar, permitindo reposicionar as peças se elas se deslocarem um pouco da posição em que deveriam ficar.


Bom, eu tive que retirá-los, o que se configurou como uma situação limite, mas acabou dando certo.
Com relação às turbinas, não foi tão complicado o processo. Na realidade, foi simples. A foto a seguir dá uma ideia da escala das mesmas, cada uma formada por três partes, pois coloquei uma pinça que eu uso para manipular algumas peças perto delas.


O avião após a montagem das asas, derivas, trem de pouso e turbinas é mostrado na figura a seguir.


domingo, 23 de fevereiro de 2014

Mecânica dos Sólidos - Estática da Partícula - Questão 3.2

Oi Pessoal. Segue uma questão resolvida com o tablet que coloquei no Youtube, para os meus alunos do IESAM, do Curso de Mecânica dos Sólidos.
O processo de solução para as outras questões é o mesmo. Abraços.



sábado, 15 de fevereiro de 2014

Asas, a viscosidade e o vôo do avião

Continuando com a montagem, chegamos até as asas. As asas do modelo são formadas por duas partes cada, uma inferior e outra superior. A imagem abaixo mostra as asas desmontadas, antes da colagem.


A figura a seguir mostra uma das asas coladas. É possível notar o perfil da asa. Este perfil é construído com uma forma que possibilite que o ar, ao passar pela asa, crie pressões diferentes no lado de cima e no lado de baixo da mesma. O objetivo é fazer com que a pressão na parte de cima seja menor do que na parte de baixo. Esta diferença de pressão gera uma força, chamada força de sustentação, que empurra o avião para cima.

A animação abaixo mostra como isso acontece. A figura representa um corte transversal de uma asa, mostrando o perfil da mesma. A velocidade do ar que passa sobre a parte superior da asa é mair do que a que passa pela parte inferior. Quando aplicamos as equações de energia do escoamento do fluido, notamos que maior velocidade do ar, implica em menor pressão do mesmo sobre a asa. Logo, há mais pressão do lado inferior da asa do que do lado superior. Isto a empurra para cima e, junto, o avião. Quanto maior a velocidade, maior também a diferença de pressão. Por isso o avião deve estar em alta velocidade para manter o vôo. Entretanto, uma pergunta importante persiste. Por quê o ar escoa com menor velocidade na parte superior da asa? Vamos procurar saber?


Para que possamos compreender o que acontece exatamente, devemos considerar que:
 a) ao ser inserida na área mostrada na figura, a asa perturba o escoamento ao redor da mesma;
 b) como o ar é um fluido viscoso, ocorre a formação de vórtices devido às tensões de cisalhamento nas camadas de fluido, depois deles passarem pelo aerofólio. Estes vórtices giram no sentido anti horário, e são chamados vórtices iniciais. Para que a conservação do momento angular seja satisfeita, um vórtice de reação é gerado, que gira no sentido inverso, ou seja, horário. Este vórtice é gerado simetricamente ao vórtice inicial e interage com a asa, passando a girar em torno dela. Na figura, através de desenhos, eu procurei explicar o que acontece. Clique nela para ampliar.


Bom, espero ter contribuído um pouco para a compreensão deste fenômeno, aproveitando a montagem do avião. A figura a seguir mostra a asa e as derivas horizontais traseiras já montadas, bem como o ônibus. Já estão ganhando forma, não é?


terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Continuação da Pintura

Bom, um dia antes, aí estão as imagens da pintura das partes do avião e do ônibus espacial.
As partes ainda nas armações de plástico, com exceção das fuselagens, tanto do avião quanto do ônibus espacial. Pareceu ser a melhor estratégia neste caso. As fotos a seguir mostram o processo.


 

Aproveito para mostrar uma foto sobre curiosidade que eu tinha, que era relacionada a como o ônibus espacial é montado sobre o avião.
Pela figura, notamos uma grande estrutura formada por treliças. O ônibus era içado e, em seguida, o avião era colocado embaixo dele. A montagem então era feita. Parece de brinquedo, não é?
Muito legal para ser analisado pelos estudantes dos cursos de Ciências Exatas e Naturais do IESAM.

sábado, 25 de janeiro de 2014

Centro de Gravidade do conjunto 747 e do Ônibus Espacial

O centro de gravidade de um avião como o Boeing 747 está localizado aproximadamente na posição mostrada no desenho (a) do rascunho que eu fiz abaixo.
A colocação de um ônibus espacial sobre a estrutura do 747 altera com certeza o seu centro de gravidade, certo? Na realidade, o desloca para cima, como eu procurei mostrar no rascunho (b).
Acontece que o avião não consegue voar corretamente com o seu centro de gravidade tão alterado. Então, para voltar com o centro de gravidade para uma posição próxima da original, a NASA colocou balastro no avião. Este balastro era composto por aproximadamente duas toneladas de ferro gusa, colocado em sacos na parte da frente do avião, e aproximadamente 3,5 toneladas de cascalho, também acondicionados em sacos, na parte traseira. O arranjo aproximado é mostrado no rascunho (c) da figura.


Vejam como é uma interessante aplicação do assunto estudado em Física, não?
Com relação à montagem, coloco uma foto com o trabalho de pintura dos componentes, conforme a figura a seguir. A estratégia adotada foi pintar primeiro as peças, antes de começar a colagem.


Com relação à fuselagem, pintei o corpo de branco. Notem as máscaras de fita adesiva para que a parte prateada seja pintada em seguida. Vejam também que estou usando pedaços de canudo para ajudar a segurar as partes do avião para a pintura.
Abraços!

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Aquecimento para o ano - Ônibus Espacial

Oi pessoal, tudo bem?

Depois de um longo e merecido período de descanso, estamos retomando as nossas atividades aos poucos. Para discutirmos em sala de aula, nada melhor do que uma nova miniatura para montarmos, ao mesmo tempo em que discutimos os aspectos ligados a duas disciplinas que trabalharemos este ano: Mecânica dos Sólidos, Fenômenos de Transporte e Elementos de Máquina.
Os ônibus espaciais estiveram em serviço entre 1969, quando os primeiros planos começaram a ser elaborados, até 2011, com o último vôo. Foram no total 135 missões orbitais tripuladas.


Algo bastante curioso, os ônibus espaciais eram lançados da base de Kennedy e pousavam em outras bases, como a base Edwards. Como estas bases ficam muito distantes entre si, um avião 747 modificado fazia o transporte dos ônibus do local de pouso para a base Kennedy, para o início da preparação do lançamento seguinte.
A página a seguir contém muita informação sobre o processo, inclusive com um pequeno documentário muito surpreendente.

http://spacecenter.org/the-shuttle-and-747-carrier/

A miniatura que vamos montar é da marca Academy. A escala é 1/288. A embalagem, fechada e, depois, aberta, com as peças, é mostrada nas figuras a seguir.


A miniatura foi adquirida na loja Gepeto, que fica na Conselheiro, perto da esquina com a Dr. Moraes. Se vocês quiserem se iniciar no hobby, lá tem muita coisa legal.
A montagem já começou. A medida que ela for acontecendo, colocarei os passos aqui, sempre fazendo a ligação com as disciplinas. Desta vez o desafio vai ser maior do que no caso da Ferrari, pois faremos a pintura do modelo também.
Como primeira observação técnica, é muito importante que a estrutura das conexões entre o ônibus e o avião sejam cuidadosamente projetadas. Da mesma maneira, os dois veículos unidos apresentam grande alteração no escoamento dos fluidos em torno dos mesmos. Vamos discutir isto tudo aqui.
Abraços!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Encontro com o GT-One

Bem, como estudante de Engenharia eu sempre fui mais interessado na área de Mecânica dos Sólidos. Eu sempre tive interesse por carros, e eu sabia da importância da aerodinâmica, mas nunca tinha atentado para o quanto especial ela poderia ser, até o encontro com este carro.
Muito vamos poder discutir sobre Física e os simuladores do MDI usando este exemplo.
Na época, em 1998, eu estava no procedimento final de escrever a tese de doutorado e, depois e entregar a versão final, fui com alguns amigos, inclusive o também professor do IESAM, Alex Guedes, ao Salão do Automóvel de Genebra.
Tudo era novidade para mim e desde que eu entrei não parava de fotografar os carros. Sempre o interesse era pela mecânica e pelas curiosidades que estavam expostas. Quando, entretanto, eu me deparei com a imagem do carro abaixo, minha forma de ver a Mecânica dos Fluidos nunca mais seria a mesma. A foto é escaneada de um dos meus álbuns da época. Não tirei do plástico do álbum, por isso há alguns reflexos Clique para ampliar.


Confesso que eu fiquei paralisado olhando aquele carro. Ele, claro, também estava parado, mas todas as suas formas invocavam o movimento. Abaixo há mais uma imagem que mostra bem do que estou falando.

O nome do carro é Toyota Gt-One, também conhecido pelo seu código, TS020.
Este carro foi desenvolvido especificamente para competir nas 24 horas de Le Mans. Ele a disputou em 1998 e 1999. Isto é assunto para outro post.
Segundo consta nos registros, o projetista chefe, o francês André de Cortanze, colocou como um dos requisitos de projeto que o carro fosse ao mesmo tempo eficiente ao extremo do ponto de vista aerodinâmico, mas que também tivesse a beleza como característica. Se isto realmente aconteceu, eles foram muito bem sucedidos, do meu ponto de vista e de mais um monte de gente.
Como nota curiosa, eu pedi para o Alex tirar uma foto de mim ao lado do carro. Mas as pessoas não paravam de parar na frente do stand para admirá-lo. Depois de alguns bons minutos, não deu mais para esperar e o Alex fez a foto abaixo, com algumas pessoas na frente do carro. Notem a minha felicidade juvenil.

Desde aquele momento este carro virou uma espécie de fixação para mim, eu queria saber todos os detalhes do projeto. Consegui encontrar algumas coisas com o tempo e, principalmente, ao longo destes anos consegui adquirir quatro miniaturas dele, que estão mostradas abaixo.

A partir destas miniaturas, será possível discutir vários aspectos técnicos ligados à física destes carros, com a ajuda do MDI, sempre. Vamos lá!


segunda-feira, 20 de maio de 2013

Pessoa atravessando um vão com uma corda

Bom dia pessoal!

Coloquei a solução de uma das questões da lista 5 de Física no canal do Youtube.
A questão envolve uma pessoa atravessando um vão usando uma corda.


Esta questão é particularmente interessante, pois envolve aplicação de Leis de Newton e também de Geometria.
Sucesso para os estudantes que estão se preparando para as provas deste assunto agora!
Abraços.